terça-feira, 14 de setembro de 2010

Eventos na Geografia. Seminário

III SEMINÁRIO NACIONAL
METRÓPOLE: GOVERNO, SOCIEDADE E TERRITÓRIO
II COLÓQUIO INTERNACIONAL METRÓPOLES EM PERSPECTIVA

TERRITÓRIO USADO E CARTOGRAFIA DA AÇÃO: POR UM GESTÃO URBANO-METROPOLITANA

De 1 a 3 de Dezembro de 2010


Local: Faculdade de Formação de Professores - UERJ -
Rua Francisco Portela 1450 – Patronato – UERJ – São Gonçalo – Rio de Jane
site: http://www.cepuerj.uerj.br/eventos


Apresentação

O III Seminário Nacional “Metrópole, Governo, Sociedade e Território” estará dedicado ao debate de novas orientações conceituais e diretrizes teórico-metodológicas que hoje reconstroem a análise da dinâmica metropolitana. Trata-se, fundamentalmente, dos desafios relacionados ao reconhecimento da complexa relação entre sociedade, Estado e território, em seus vínculos com a urbanidade. Como bem sabemos, a questão metropolitana confunde-se com a questão nacional. Por esta razão, sobre a influência direta de variações nas conjunturas políticas, econômicas e sócio-culturais, redesenham-se novos projetos de gestão da  sociedade e do território. Assim, junto com a  consolidação democrática, conformam outros determinantes da ultima fase do capitalismo, portadora de profundas  contradições entre desenvolvimento econômico e  desenvolvimento social; entre avanço técnico-industrial e precarização da vida coletiva; entre multiplicação dos mecanismos de controle social e reinvenção de “insurgências” e da afirmação de novos movimentos sociais  

Nesse contexto propomos o estudo das categorias do  Território Usado proposto inicialmente por Milton Santos e a Cartografia da ação Social que demonstra grande potencial de análise do cotidiano da metrópole. 

Aprendemos com Milton Santos que “Território Usado” indica a necessidade de que, no estudo do território, sejam consideradas as múltiplas formas de manifestação do poder; a co-presença de agentes econômicos e sujeitos sociais e, assim, práticas, projetos e utopias que conformam o cotidiano e produzem o futuro. Neste sentido, essa categoria refere-se às relações de poder, as lutas e conflitos estabelecidos pelos agentes no uso do território. Pensar a metrópole como lugar da disputa, do território usado, da luta por vários agentes, significa reconhecer novas leituras, insurgências e o significado do “espaço banal” como lugar de todos. 

Por outro lado, “Cartografia da ação” em associação com o conceito de micro conjuntura urbana, a abertura da pesquisa para a pluralidade das formas e sentidos da ação social, incluindo a manifestação de valores culturais, a construção de identidades coletivas e o desvendamento de racionalidades alternativas. Trata-se, sem dúvida da valorização de uma outra cartografia, aquela que reconheça as trajetórias sociais, as lutas políticas, os protestos, a leitura do território do espaço banal, cartografias insurgentes, rebeldes, do cotidiano, 
buscas libertárias.  


Eixos temáticos 

1. Território usado, Modernização e forças instituintes  
2.  Experiência e vida metropolitana: identidades sociais / identidades políticas 
3. Movimentos e movimentos sociais: cartografias das ações libertárias 
4. Gestão urbano-metropolitana: imaginários dominantes e racionalidades alternativas 

II COLÓQUIO INTERNACIONAL SOBRE METRÓPOLES EM PERSPECTIVAS  

Apresentação 

A face internacional do seminário tem por principais objetivos:
(i) – valorizar a escala da América Latina 
como epicentro de esforços dirigidos à reinvenção da democracia e a compreensão das cartografias rebeldes; 
(ii) – – reconhecer processos que, incidentes nas metrópoles brasileiras, transcendem a escala nacional; (iii) 
permitir, através de exercícios de análise comparativa, a identificação de processos que particularizam e singularizam a experiência urbana brasileira. 
  
Informação complementar 

Prevê-se, além de conferência e mesas redondas, organização de grupos de trabalho (GT) e painéis; apresentação de filmes e, exposição de fotografias  e de outros materiais audiovisuais relacionados à vida metropolitana; lançamento e venda de livros.  

Publico alvo: gestores, professores universitários, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, 
professores da educação básica, técnicos, representantes e ativistas de movimentos sociais.  

INSCRIÇÃO:  no evento por meio de inscrição de formulário no site do Cepuerj, 



domingo, 15 de agosto de 2010

O tecnomundo nosso de cada dia II

 O Hospital das Clínicas de São Paulo abriu 15 novas vagas para adolescentes viciados em internet.


Matéria publicada na Info Online.  Veja se você se encaixa.


São considerados sintomas de dependência o sentimento de depressão e angústia quando o paciente é impossibilitado de usar a web e a dificuldade em determinar limites para o uso da web ao longo do dia.

Antes de candidatar-se para participar do tratamento, o usuário precisa verificar o seu nível de dependência por meio de um teste online oferecido pelo Hospital das Clínicas.

Link do teste:
http://www.dependenciadeinternet.com.br/

O tecnomundo nosso de cada dia


“Não compre  e não alugue. Feito de fã para fã”.


Quem  tem o costume de assistir desenhos animados japoneses baixados pela Internet  ou comprados no camelô já deve visto, durante a pausa, mensagens como “Não compre ou alugue anime” ou “Feito de fã para fã”.   Em algumas HQ escaneadas, os scans, também possuem mensagem similar.

A guerra aos blogs e fóruns que oferecem scans, animes e filmes segue-se ferrenha. Muitos blogs foram deletados, outros transferem o seu conteúdo para servidores estrangeiros .  A disponibilidade desses  materiais de forma gratuita, que é confundida ou rotulada como  pirataria, já teve até pedido diplomático contrário.

Em 2009 o primeiro-ministro do Japão pediu endurecimento à pirataria de animes e mangas, boa parte tendo como destino o EUA.   O EUA  é duro relação  aos copyrights.

As noticias de processos contra sites de torrents como o Piratebay ou a usuários que baixam ou disponibilizam músicas no formato mp3, trazem temor aos que usam a rede informacional.   Baixar qualquer conteúdo e compartilhá-lo sem cobrar é pirataria?
O que diz a lei de Direitos Autorais?  Afinal  acessar o conteúdo de língua estrangeira, exemplo uma HQ belga que comercialmente não será publicada por  não interessar as editoras brasileiras, não seria uma forma de inclusão?

 Pelo que se sabe, tantos os fansubs, blogs e fóruns tanto de scans, filmes e animes não cobram um centavo pelo trabalho de diagramação, edição e tradução.  Ok. Pedir doação para manter o site ou servidor é plausível em comparação ao esforço feito por eles. Há membros que compram  edições em papel, escaneam e põem na rede.   Onde está a pirataria?

A pirataria ocorre quando se comercializa um produto de outrem sem licenciamento. 
No Canadá é assim: quando alguém baixa um desenho ou música e deixa em seu computador e somente ele o usa para seu entertenimento não é e mesmo que ele passe passe para outra pessoa e não haja valores monetários envolvidos, também não é.  Mas, a partir do momento em que se vende, aí sim é configurado como ato  pirata.

A discussão vai longe e ainda há muitos pormenores que devemos atentar.   Dê uma olhadinha nas mensagens de abertura  dos dvd que você tem em casa, independente de onde tenha comprado.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pilares Flutuantes

A BREVIDADE DA VIDA

Quanto tempo dura  uma vida?  Responda quem souber, mas tenha a certeza que qualquer resposta positiva será incorreta.
Que tempo vivemos? O tempo do Criador ou o tempo do homem com suas máquinas?
As pessoas reclamam que não tem tempo, sempre há tarefas e prazos quase no limite.   

Tempos modernos.
A pós-modernidade trouxe a palavra compressão do tempo-espaço.  Entre  os autores que escreveram sobre a pós-modernidade podemos citar o geográfo David Harvey: 
"À medida que o espaço se encolhe para se tornar uma aldeia "global" de telecomunicações e uma "espaçonave planetária" de interdependências econômicas e ecológicas __ para usar apenas duas imagens familiares e cotidianas __ e à medida em que os horizontes temporais se encurtam até ao ponto em que o presente e tudo que existe, temos que aprender a lidar com um sentimento avassalador de compressão de nossos mundos espaciais e temporais". (Harvey, 1989, p. 240).

É o tempo das técnicas e das redes; o desenvolvimento da humanidade rumo ao futuro incerto. 
As preocupações com a duração dos recursos naturais do planeta servem com peças na engrenagem de um relógio.  Precisamos de algo para sinalizar a existência.
Mas esse é outro tempo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

As colunas das folhas

Informo que  o blog terá  3 colunas de textos, cada uma par determinado tema.
Ninguém é uma ilha, relacionada à sociabilidade, a questão da comunicação e  do relacionamento com o outro;
O tecnomundo nosso de cada dia, referindo se a penetração da tecnologia na vida humana, seja tanto como integradora como excludente. O que se pretende a partir de observações do cotidiano é abordar justamente o que passa despercebido  em meio à correria do dia à dia.  Os  impactos do Meio científico-informacional, nas palavras de Milton Santos, na vida cotidiana.
A terceira coluna  ainda está sendo pensada.

Mais um compromisso sendo firmado.

A paz.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Cultura afro-brasileira é adaptada para os quadrinhos

Reproduzindo um press release recebido:



Em 2003 foi aprovada a lei 10.639, que previa a obrigatoriedade do ensino de conteúdos curriculares sobre a História e a Cultura Africana e Afro-brasileira na escola em seus diversos períodos e disciplinas, foi baseado nisso que foi lançado nesta *sexta-feira, 2 de julho de 2010, às 19h*, na Livraria Cultura, o álbum em quadrinhos *AfroHQ: História e Cultura Afro-brasileira e Africana em Quadrinhos*.
A HQ foi produzida com pesquisa e roteiro do sociólogo *Amaro Braga*, professor do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas – UFAL, e teve os desenhos e a pintura das arte-educadoras *Danielle Jaimes* e *Roberta Cirne*, estudantes de Artes Plásticas da UFPE e contou com o incentivo do Funcultura do Governo do Estado de Pernambuco.


Resgatando a história da presença africana no Brasil e suas contribuições para a formação da cultura brasileira, a HQ foi ricamente ilustrada em aquarela e apresenta as principais temáticas antropológicas, sociológicas e históricas relativas à cultura afro-brasileira. Narrada pelos próprios orixás, a aventura parte do surgimento do homem na África, passando pela escravidão, a construção do Brasil, seu povoamento e as contribuições advindas de sua cultura material e imaterial tais como dança, música, linguagem, culinária, religião e artesanato, enfatizando o quanto pesa a cultura africana no patrimônio brasileiro.


A publicação chega exatamente no mesmo período da aprovação pelo Senado Federal do Estatuto da Igualdade Racial, aprovado no dia 16 de junho e que aguarda agora apenas a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve ser anunciada nos próximos dias.


O “*AfroHQ*” enfoca com riqueza de detalhes e sensibilidade a contribuição da cultura africana na formação do povo brasileiro e dá continuidade ao trabalho de uma equipe que vem produzindo quadrinhos para que crianças, jovens e adultos possam conhecer detalhes pouco explorados das contribuições culturais deixadas para nós, brasileiros e pernambucanos, por muitos povos, como os Judeus, tema dos cinco primeiros álbuns, chamados de “Passos Perdidos, História Desenhada”; e da interação étnica na formação da Nação Brasileira em “Heróis da Restauração”, o sexto álbum. “AfroHQ”, o sétimo, continua com esta trajetória etno-histórica que tem motivado o trio em seus projetos.


A HQ procura abranger diversos assuntos e mapeia as mais variadas ideologias sobre o tema. “Não floreamos nenhum dos fatos históricos, nem os excluímos. Tentamos o impossível: reunir múltiplas visões defendidas na academia e nos movimentos de cultura negra, que, como muitos devem saber, às vezes se antagonizam”, explica Amaro Braga.

Para cumprir a missão, a equipe contou  com consultores especializados que analisaram o trabalho e deram sugestões ao longo do desenvolvimento, como:
 professora *Zuleica Dantas*, pós-doutora em Ciências da Religião (UMESP) e coordenadora da pós-graduação em História e Cultura Afro-brasileira da UNICAP,
 a pesquisadora *Josinês Rabelo*, doutoranda em Desenvolvimento Urbano pela UFPE e
a professora *Ana Carolina Thompson* que pesquisa a prática de administração do conhecimento por parte
dos estudantes.

“A ideia foi criar um material que pudesse ajudar os professores, apresentando as bases de vários conteúdos: históricos, religiosos, étnicos, míticos e linguísticos. É uma introdução que pode estimular o aprofundamento a partir de várias disciplinas, entre elas História, Português, Geografia, Literatura e principalmente a Sociologia”,  acrescenta Amaro. “Desenhamos a história, idealizando cada cena e enredo
visando uma provável ação didática por parte do professor.

Nossa experiência em sala de aula foi decisiva para a construção deste álbum”, revela Danielle Jaimes, que também atua como professora do ensino fundamental e médio em escolas da região.

Serviço:

*AfroHQ: História e Cultura Afro-brasileira e Africana em Quadrinhos*

Lançamento: 02 de julho, às 19h, na Livraria Cultura

Autores: Amaro Braga, Danielle Jaimes, Roberta Cirne

Número de pag.: 90
Preço: R$ 20,00

Informações: afrohq@gmail.com<http://br.mc539.mail.yahoo.com/mc/compose?to=afrohq@gmail.com>ou

http://afrohq.blogspot.com/

Postado por CDICHQ no História e Cultura Afro-brasileira em




2010. II


Em 2010 aqui no Brasil outras odisséias continuam. 
Uma é a da Copa do Mundo, onde os sentimentos se unem, ou quase, num só coração. Seria "Pra frente, Brasil", mas  ....
Outra é das eleições presidenciais, o monolito obscuro de alianças e intenções indecifráveis .

A Copa do Mundo  rumou-se para quase uma Copa das Américas.    Certas seleções européias mostraram que a crise não é só campo financeiro. Vide a seleção francesa, com atuação vergonhosa tanto no campo quanto fora dele.

Em tempos de Copa, o nacionalisamo verde-amarelo é exaltado. Seja pelos adereços nas ruas e casas; pelas  torcidas em bares com seus telões de plasma ou churrascos em laje, o que importa é torce pela seleção. É mostrar-se brasileiro (?).  Se fizer o contrário, bom sujeito não é.

O que aconteceu no dia 02/07  não de tanto uma surpresa, houve tristeza e esta tormou-se alegria com a eleminação da Argentina no sábado por 4X0.  No entanto a indignação com a seleção brasileira vai durar.
Eis que já procuram novos candidatos ao cargo de técnico da seleção e pelo que foi mostrado são de boa aceitação do público.

O bom é que agora a povo tem  que prestar atenção nos candidatos à presidencia. Pelo menos deveria.
Pois os jogos do poder não são televisionados.


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Para compreender como o verdeamarelismo serviu para incurtir o sentimento nacionalista, sugere-se o livro Brasil. Mito fundador e sociedade autoritária, de  Marilena Chauí, editora  Fundaçao Perseu Abramo.  Nele a autora discorre sobre como foi construído o mito fundador do Brasil desde 1500 até os dias atuais.  De dádiva divina,  passando pela exaltação das riquezas naturais representadas pelas cores da bandeira nacional;  povo considerado ordeiro e amável, até a seleção canarinha.  A idéia de nação como semióforo, ou seja símbolo cheio de significação incessante e a sagração da natureza; da História e do governante  como bases do mito fundador respondem as questões de muito feitas ao longo dos anos.